“Tava dormindo
Angoma me chamou
Disse levanta povo
Cativeiro se acabou.”  - canto de várias comunidades jongueiras.


Tambu, batuque, caxambu, jongo. Manifestação cultural afro-brasileira, o jongo é o tema deste 5º volume da série de dossiês sobre os bens culturais de natureza imaterial registrados. O jongo é uma forma de expressão que integra percussão de tambores, dança coletiva e elementos mágico-poéticos. Tem suas raízes nos saberes, ritos e crenças dos povos africanos, sobretudo os de língua bantu. É cantado e tocado de diversas formas, dependendo da comunidade que o pratica. Consolidou-se entre os escravos que trabalhavam nas lavouras de café e cana-de-açúcar localizadas no Sudeste brasileiro, principalmente no vale do Rio Paraíba do Sul. É um elemento de identidade e resistência cultural para várias comunidades e também espaço de manutenção, circulação e renovação do seu universo simbólico. Proclamado Patrimônio Cultural Brasileiro em novembro de 2005 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o jongo foi registrado no Livro das Formas de Expressão. O registro teve como base a pesquisa desenvolvida pelo Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, e teve como suporte a metodologia do Inventário Nacional de Referências Culturais. Ao tornar públicos processos e resultados desse trabalho, o Iphan contribui para o reconhecimento e o respeito a esse patrimônio pela sociedade brasileira. Pedindo licença ao jongueiro velho, com este livro saudamos a todos os jongueiros novos. Saravá!

Luiz Fernando de Almeida Presidente do Iphan.


O livro está disponível no link: http://portal.iphan.gov.br/uploads/publicacao/PatImDos_jongo_m.pdf

Aproveitem e Boa leitura!

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